A capacidade de dormir é fundamental ao bem-estar do indivíduo. Este “dormir bem” é relativo a cada ser humano. No entanto, mais de metade das pessoas na idade adulta já experimentaram problemas no sono em algum momento da sua vida (Hockenbury & Hockenbury, 2003). Existem 89 doenças do sono classificadas pela Academia Americana de Medicina do Sono (Internacional Classifications of Sleep Disorders – ICSD-2, 2001) agrupadas em 8 grupos principais (Insónias, Perturbações Respiratórias do Sono, Hipersónias de Origem Central, Doenças do Ritmo Circadiário, Parasónias, Perturbações Motoras do Sono, Sintomas Isolados/Aparentemente Variantes do normal e Outras Doenças do Sono, sendo claro que, algumas delas têm um maior impacto na saúde pública e na sociedade em geral.
Actualmente, os problemas relacionados com o sono são um problema bastante frequente na prática hospitalar. A insónia é uma das queixas mais frequentes e na sua origem podem estar factores relacionados com a má higiene do sono, com a inadaptação de horários, com problemas psicológicos e psiquiátricos ou simplesmente com um excesso de actividade momentânea causado por uma preocupação passageira ou por um estado relativo de ansiedade.
Durante muitos anos, a farmacoterapia foi o tratamento mais utilizado para às perturbações de sono. Mais recentemente, as estratégias comportamentais e cognitivas tem-se apresentado como uma opção de tratamento altamente eficaz neste tipo de perturbações. As estratégias não farmacológicas apresentam a vantagem de não desenvolverem dependência. As estratégias não farmacológicas apresentam um efeito de longa duração e são recomendadas como abordagem de primeira linha e estratégia de longo prazo na gestão dos problemas do sono. Entre as estratégias cognitivas e comportamentais podemos destacar as diversas técnicas de relaxamento, técnicas cognitivas e a mudança de estilos de vida.